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Polónia 2016 – etapas 8a/9

Março 13, 2017

Etapa 8, 8/08: Cracóvia – 0 km
Parque 24h . N 50.05842; E 19.95487

Hoje fizemos uma incursão pelo bairro judeu de Kazimierz onde se situava o gueto de Cracóvia. Ali visitámos uma sinagoga (das três existentes), o cemitério judaico e percorremos demoradamente o bairro que mantém a sua traça característica. Em seguida fomos ver a fábrica de Schindler ( do filme A lista de Schindler). A fábrica existe e mantém alguns artefactos da fábrica original.

Portão da fábrica de Schindler

No entanto no seu interior é o Museu da Ocupação de Cracóvia durante a II Guerra Mundial (1939-1945). O sofrimento da cidade naquele período é aqui bem evidente e documentado. Tal como Varsóvia, Cracóvia foi também uma cidade mártir. É ver para crer… Ainda que o tempo tenha esbatido a crueza dos factos não apagou a memória coletiva como infelizmente aconteceu em Portugal com a tenebrosa atuação da PIDE.
O museu é imperdível e história pessoal de Schindler também, tal como é contada na sala que lhe é dedicada. Regressámos de táxi até ao Castelo Wavel que, por ser já tarde estava encerrado na parte museológica, mas não no resto, pelo que, demorámo-nos um pouco nas vistas sobre a cidade e o rio Vístula e percorremos novamente o Caminho Real, passando pela casa onde se hospedou João Paulo II, então bispo de Cracóvia. O resto da tarde até à noite decorreu passeando pela cidade, admirando as pessoas, os artistas de rua, o movimento, os pormenores arquitetónicos, a onda turística…

Interior do castelo de Cracóvia


Onde se come mais barato? Nas antigas cantinas sociais hoje convertidas em restaurantes low cost já que a sua função social se esbateu. Uma fica na rua que vai do castelo para o centro e é muito frequentada por gente jovem, turistas e povo em geral. É só procurar…

Etapa 9, 9/08: Cracóvia – minas de sal de Welitza – Sedziszow Malopolski – 157 km
Pernoita: N 50 04’ 06’’ E21 41’ 01’’

Tempo de sair do parque, despedir-nos do guarda de serviço e notar que estava uma AC portuguesa aparcada. Eia!!
Passamos novamente pelo mercado, por uma casa de câmbios e saímos definitivamente para as minas de sal pelas 11h. São apenas 12km pelo que os motores nem aqueceram. Chegada e parqueamento num dos vastos parques (20 zl). Depois…drama! O vidro da porta do meu lado não subia. Um arranhar medonho e mais nada!!
Bom, tivemos que desmontar a porta, chegar ao vidro, puxá-lo para cima e fixá-lo definitivamente no cimo …com o cabo da vassoura. Claro qua até ao fim da viagem não abrirá mais, mas paciência.
E resolvido este “drama” chegou-se a hora de ir ver as minas de sal. Seguimos uma indicação manhosa de “bilheteira”, aos esses, pouco objetiva e só mesmo porque estava muita gente é que descortinamos a entrada “verdadeira” do complexo mineiro. Com um calor que derretia fomos para fila, que já ia em 50m e “tudo a monte”, quando avisaram que “nacionais, para esquerda, estrangeiros para direita. E assim, em grupos de 30 fomos entrando a conta-gotas. Esperámos pelo turno da visita em Inglês e entrámos descendo umas escadarias intermináveis mais ou menos animados…
A entrada custou-nos 84zl por pessoa (21€) mas valeu a pena. A guia foi explicativa, respondeu às questões que lhe colocámos, simpática quanto bastou. Fartamo-nos de andar por túneis e mais túneis!!!

Salão principal da mina de sal


Houve uma pausa no bar, claro, que tudo é negócio, e outra pausa nas lojas, e outra pausa à espera do elevador que nos levaria à superfície, e outra pausa para mais lojas para que ainda não comprou nada e tem mais uma chance e …finalmente a saída! Três horas dura a visita, mas havia demasiada gente e vimos tudo a correr, sempre sob o olhar atento da guia, não fosse alguém perder-se ou alinhar com outro grupo. E sempre a contar-nos…1,2…30!
Saímos pelas 17.50 em direção a Tornow e Rzeszow. O objetivo: visitar as igrejas de madeira da região de Rzeszov. No entanto, quedámo-nos por Sedziszow/Malopolski para pernoitar pois avizinhava-se uma trovoada que prometia ser violenta.
Já noite cerrada, encontrámos um parque aberto atrás de uma igreja e foi mesmo ali que aguentámos a trovoada medonha, com chuva a potes e trovões contínuos. Passou e tivemos uma noite tranquila, mas fresca, com aguaceiros intermitentes. Coordenadas: N50o 04’ 06’’ E21o 41’01’’

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