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Polónia 2016

Março 12, 2017

Etapa 7, 6/08: Varsóvia – Lodz – Santuário de Czestochowa – 260Km
Parque do Santuário: N 50.81227; E 19.09465

Saímos do camping Wok a morrinhar, mudámos e carregámos águas, fizemos umas compras já a chover e foi assim durante a viagem até Lodz. Escolhemos um parque central, vigiado perto da catedral e de uma fábrica de têxteis já desativada e transformada em museu e galeria de exposições. Diga-se que Lodz é a cidade mais arborizada da Europa com mais de uma dezena de parques públicos e todos enormes. Não há beco nem canto ou mesmo espaço que não tenha árvores. É uma cidade plana, com pouco horizonte, pelo que não determinámos exatamente o centro, nem penso que haja. Acrescenta-se que à boa maneira soviética e depois da reconstrução a cidade ficou ordenada em ruas perpendiculares face aos eixos principais o que torna mais extensa. Com 770 000 habitantes é a 3ª cidade da Polónia. Foi uma comédia para explicar ao guarda que só estacionaríamos uma horas: três horas. Nem gestos, nem desenhos, debitava apenas polaco até que me lembrei das palavras mágicas: tri godziny- três horas. Depois apercebi-me que os lugares eram marcados. Outra confusão…e o homem desistiu com um gesto que significava “que se lixe, estacionem em qualquer lado!” E foi para a cabine ver o programa de televisão que lhe tínhamos interrompido.
Porque era já ali, vimos catedral – nada de especial- e fomos ao museu dos têxteis. Imaginem o algodão e a lã vindos das repúblicas soviéticas ou dos países comunistas e que chegava ali em rama. Todo o processo de tratamento até à estampagem dos tecidos era feito ali. Havia máquinas de cardar, fiar, tecer, tinturaria e estampagem, que não vimos, mas tudo era processado ali.
No andar superior havia uma exposição de criadores, artistas têxteis, sobre novas utilizações, técnicas, materiais do mundo dos tecidos. Muito interessantes. Também uma exposição sobre a evolução da moda no último século. Muito completa.
Chegámos a Czestchowa a meio da tarde e procurámos estacionamento. O primeiro não nos agradou apesar de ser uma referência que levava de uma consulta na net e tentámos chegar-nos um pouco mais ao santuário. Entrámos no gigantesco parque do santuário -pagamento à entrada com recibo- e fomos percorrendo as diferentes secções por entre centenas de carros, autocarros e do habitual movimento de entrada/saída. Escolhemos finalmente um terreno plano, relvado, mais sossegado e distante da entrada na companhia afastada de mais três ACs. Quando anoitecesse, ia ser um sossego. E foi…
Entretanto e porque era cedo, fomos visitar um dos santuários mais famosos da Europa e dedicados a Maria, mãe de Jesus. Um santuário mariano, pois. Fátima, Lourdes, Medjugorje, serão grandes, mas este é impressionante! Governado pelos Frades Paulistas, impressiona pelo número de fiéis ou peregrinos de toda, mas toda, a Europa. No entanto, naturalmente, são os polacos que mais a visitam. E vêm de toda a Polónia como tive ocasião de reparar. E fazem-no com um fervor, uma adoração, uma fé que impressiona.
Nessa tarde não conseguimos chegar à capela de N. Srª. Impossível furar, a muralha de fiéis era compacta. Era hora de missa, mas mesmo que não fosse era demasiada gente, o ambiente era excessivamente quente, o ar pesado. Na basílica, a mesma coisa, pois as missas são contínuas: sai um padre entra outro, ora na capela, ora na basílica, pelo que há sempre gente. O horário é, no verão, das 5h às 21h! Voltaríamos pelas 7 da manhã. Aproveitámos para conhecer o perímetro do santuário.
Colado ao estacionamento há um camping e um sem número de casas de apoio aos peregrinos, alguns restaurantes e bistrôs. O camping abarrotava e estava completo. Estávamos bem onde estávamos! Noite tranquila.
Na manhã seguinte, lá estávamos às 7h. Na basílica e na capela havia menos gentes mas, mesmo assim, bastantes fiéis. Circulámos com facilidade, assistimos a uma missa, comprámos recuerdos, tirámos umas fotos, demos uma volta por todo o complexo e fomos ao pequeno almoço e saímos. Entretanto, como era domingo, adivinhava-se uma grande enchente pelo que saímos quanto antes em direção a Cracóvia para uma estada de dois dias.

Etapa 8, 7/08: Santuário de Czestochowa – Cracóvia – 142km
Parque 24h . N 50.05842; E 19.95487

Viagem curta e rápida até Cracóvia, à Rua Grzegórzeka, 20, onde um parque de estacionamento vigiado 24h cobra 40zl ao dia e 10 à noite, pelo que, pelos dois dias, nos cobrou 100zl (24€ e…).
Cracóvia é mais airosa, mais cosmopolita, descontraída, europeia e de que se gosta logo à primeira visita. 850 mil habitantes fazem dela a segunda cidade da Polónia. Tem uma universidade famosa com variadas faculdades, pelo que grande parte da população é jovem e cosmopolita.
Começamos por um mercado de rua, logo ali, e deu para sentir o pulso da cidade. Ainda que os mercados de rua sejam mais populares – os ricos preferem grande centros comerciais e hipermercados- dá para ter uma noção dos preços e apreciar os produtos sazonais e como as pessoas os consomem. O produto mais caro, nas frutas, era as laranjas e os limões: cerca de 4€ o quilo! No resto, preços muito acessíveis (para nós).
Perto do centro fomos “convidados” dar uma volta de “tuktuk” pela cidade por 40€, os quatro, a volta maior. Aceitámos e foi uma surpresa. A cidade é verdadeiramente bonita e vimos o essencial da cidade que percorreríamos a pé, fazendo o mesmo trajeto. Perguntámos por um restaurante e indicou-nos o Chlopskie Jadlo, na rua Swietego Jana (São João) onde nos regalámos com um pouco de tudo da comida polaca, aqui à base de carnes grelhadas. Qualidade/preço muito bons. O restaurante tem como placa na parede uma galinha vermelha e situa-se numa das ruas que desagua na Praça em frente ao Mercado dos Tecidos. Não há que enganar!
Abreviando, esse dia visitámos todo o centro incluindo o Mercado dos Tecidos, que não é mais que um grande mercado de artesanato muito urbano e “batido”, isto é: âmbar e mais âmbar e um bricabraque de coisas que se encontram em todo o lado. Quem quiser pode dar uma voltinha de coche que os há para todos os gostos. Todo o entorno da grande praça é magnífico com destaque para a Igreja de Santa Maria. O interior é lindíssimo. Numa das torres toca de hora a hora um trompete. A música interrompe-se bruscamente para homenagear o tocador que estando de atalaia deu o alerta de ataque dos otomanos quando um atirador lhe atravessou a garganta com uma seta.

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