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Polónia 2016

Março 11, 2017

Etapa 5, 3/08: Poznan – Varsóvia – 310km
Camping Wok: N 52.17798; O 21.14727

Bem cedo, a visitar Poznam!
Céu pouco nublado, fresco da manhã e andar cerca de 400m para apanhar o bus 8 para o centro da cidade. Primeiro, decifrar a máquina de venda de bilhetes. Uma vez decifrada, largou 4 bilhetes a 3 zlotis cada e… avante até ao centro. Interessante o primeiro rinek (centro)com as suas casa coloridas, neoclássicas, barrocas, arte-nova, mas sobretudo muitas cores, painéis pintados, tromp’oeil, decorações florais. À volta do rinek vêem-se edifício mais austeros, uns mais modernos, como museus e galerias de arte ou edifícios oficiais construídos no fim da guerra. Um pouco de tudo na mistura do antigo com o moderno. Mas o que mais surpreende é ver tanta juventude. Poznan tem várias faculdades e uma população universitária numerosa que, apesar de estar em férias, frequenta muitos cursos de verão, sobretudo alunos estrangeiros. À hora do almoço recolhemos a um pequeno takeaway onde experimentámos os famosos pierogi. Eu fique-me por um naco de carne estufado, com puré, excelente, suculento, que, com uma bebida e um supercafé, à turca, custou a módica quantia de 20zl, ou seja, 5 euros! Curioso o facto de os clientes arrumarem a louça e irem buscar um pano húmido e limpar a mesa. Ora, como em Roma sê romano, queríamos arrumar a louça e limpar a mesa, mas a patroa não deixou. Cortesia para turistas!!
Uma breve visita a um mercado de rua para compras ligeiras e vai de partir à descoberta das cabras, animal de bronze espalhado por toda a cidade, símbolo da cidade, que certa lenda imortalizou. Abstenho-me de contar a lenda das cabras de Poznan. Deixo para vocês descobrirem…
Claro que tirámos umas fotos com as chibas, cabras ou bodes, bem simpáticas e a ensaiar umas marradas e dali fomos até à catedral velha, reconstruída depois da guerra e topar com uma das milhentas estátuas de João Paulo II que se veem por todo o país.
De volta ao camping pelo bus 8, pegámos nas viaturas e tomámos o caminho de Varsóvia, pela AE2, onde chegámos ao camping Wok. Repete-se a cena: “Estamos cheios, mas deem uma volta e vejam se encontram lugar”. Havia lugar depois de uns simpáticos jovens holandeses prescindirem do estendal e deslocarem a “Westefalia” e de uma família italiana se arrumar convenientemente. Muito simpáticos todos: aos holandeses dei uma garrafa de vinho verde e aos italianos uma garrafa de tinto que retribuíram com outra, engarrafada por eles! Foi um “troca-tintos”!
Feitas as formalidades do camping e recolhidas as informações de como chegar a Varsóvia, fomos refrescar-nos no bar com uma cerveja bem fria. Durante uns tempos foram chegando outras ACs e, que eu saiba, todas lá ficaram! Houve sempre lugar para mais uma!

Etapa 6, 4/08: Varsóvia –0km

Em casa, hoje é um dia feliz! A nossa filha mais nova faz anos! Vai jantar com amigos que certamente rodearão da atenção que merece.
Nós, de visita a Varsóvia, tomaremos o autocarro 146 (paragem Romantyczna) em direção ao estádio nacional (paragem Ronda Waszyngtona) e ali um transbordo (o 7 ou o 9) que sobe a grande avenida central e, por alturas do Museu Nacional (Muzeum Narodowe), na rotunda da palmeira, como é conhecida, descermos para o grande passeio pedestre pela rua Nowi Swiat que nos levará ao rynek ou seja à cidade velha, o centro histórico. Os primeiros bilhetes tiveram que ser comprados no camping, mas para regressar temos que os comprar numa das máquinas de venda automática.
Iniciámos o percurso passando pela praça dedicada a Copérnico, pela Universidade, pelo Palácio Presidencial e finalmente a Cidade Velha (starego miasta). Ali a multidão cobre por inteiro a praça central. Abundam os cafés, os restaurantes, as esplanadas e uma ou outra loja comercial, sobretudo de venda de âmbar, escapa à restauração. A basílica ou catedral impõe-se aos restantes edifícios.

Deambulámos por ali, fotografando, e passámos pelas portas da barbacã e pelas redondezas. Refira-se que Varsóvia e toda a Polónia é o país das igrejas e o povo polaco extremamente religioso. Natural, pois, a profusão de igrejas dos mais variados santos e santas, ordens e instituições religiosas. Chegava-se a hora do almoço e escolhemos um pequeno restaurante fora da praça e das muralhas e comemos muito bem: uns deliciosos pierogi que nos disseram ser os melhores de Varsóvia. Eu fiquei-me por uma excelente carne assada e meio litro de cerveja porque não há copos mais pequenos ou, se há, são para gente fraca! Mais tarde visitámos a casa onde viveu e cresceu Madame Curie (nome polaco-Marya Sklodowska) uma visita interessante que recorda a grande mulher e investigadora, propulsora da radiologia moderna. Uma volta no comboio turístico deu-nos uma ideia geral da zona central e ribeirinha, passando por locais interessantes e cheios de história. Aconselha-se. Como o dia era dedicado ao centro da cidade andámos por algumas ruas laterais e tentado decifrar tantas placas nas paredes com nomes, datas e flores no chão. São placas que evocam cidadãos polacos fuzilados naquele local pelos alemães (e russos). Ali 10, além 20, 40, 70…uma loucura. Amanhã iremos visitar o centro de interpretação da ocupação da cidade de 1939 a 45, a revolta de Varsóvia e a “libertação” pelos russos. Regresso pelo mesmo percurso e resto da noite no camping.
Uma grande agitação no centro levou-nos a perguntar o que se passava. Nada, afinal era só a cantora Rihanna que chegava determinado hotel e os fãs faziam uma barreira de telemóveis apontados para a porta lateral (do hotel). E a polícia a tomar conta daquilo.

Etapa 6, 5/08: Varsóvia –0km

O programa de hoje inclui o centro de interpretação da ocupação da cidade de 1939 a 45, a revolta de Varsóvia e a “libertação” pelos russos, uma incursão por uma bolas de Berlim especiais, descobrir o que resta do muro do gueto de Varsóvia e o Museu Chopin. Nada nau!
Com os transportes do costume mais umas caminhadas chegamos ao centro de Interpretação já ia a manhã adiantada. Esperava-nos uma fila enorme para compra dos bilhetes. Com paciência conseguimos os bilhetes e entrámos. O Centro com vários pisos (4) é multimédia: ouvem-se sons, vêem-se projeções, tem painéis escritos, muitas fotografias, objetos do quotidiano, armas, testemunhos de sobreviventes, a resistência, as execuções sumárias, o gueto, os bombardeamentos, a sobrevivência, os túneis e esgotos de Varsóvia, a réplica de um avião (metade), enfim, a história cronológica e temática do horror por que passou a cidade e a população. Passam-se ali horas… e no fim sai-se com algum alívio e a pensar na estupidez humana e desumana.
Foi pena estar sobrelotado. É uma visita que pede demora na leitura dos textos, na visualização das imagens, mas com gente a falar alto, a posar para a fotografia, a empurrar…não é possível.
Já cansados, fomos provar uma das delícias locais: uma bolas de Berlim, muito boas mesmo, com recheio de marmelada, doce de ameixa ou simples. Chamam-se pączek, lê-se “pontchek”. E porque a fadiga era muita, fomos de táxi! Fica na rua Górczewska, 15.E tem a particularidade de nem sempre haver as ditas e haver loooooongas filas na 3ª feira de carnaval. Quando há, põem um banco na rua, quando não há, retiram-no. Felizmente tinham o banco na rua. Partimos depois à descoberta do que resta do muro do gueto. Encontrámo-lo no recreio de uma escola, cerca de 15 metros de muro, com uma placa evocativa. Lembrará talvez aos mais novos que a liberdade que têm hoje custou muito caro aos seus avós e familiares.
O dia corria quente e nublado a adivinhar trovoada. Tomámos mais uns autocarros e dirigimo-nos à rua Tamka para visitar o Museu Chopin (Muzeum Fryderyka Chopina). É um palácio oitocentista que alberga uma vasta coleção de memorabilia de Chopin, disposto em três andares. É possível ouvir obras integrais e saber um pouco mais da vida do pianista-compositor. Havia várias referências a Maria João Pires como uma das melhores intérpretes dos “Noturnos” de Chopin. Na altura, visitava o museu um grupo de jovens chineses (pianistas, estudantes de música?) que ia umas salas à nossa frente. A meio da visita deixámos de os ver. Estranhámos quando alguns se deixaram adormecer, de auscultadores, sobre as mesas de audição. Era vê-los a cabecear e deixar-se escorregar lentamente para os braços de Morfeu (divindade grega que personifica o sono). Surpresa foi encontrá-los no piso de baixo, na sala de audições…Todos a dormir, cada um para seu lado! Apenas uma rapariga acordada, que sorria, envergonhada. Saímos e lá fora mais dois, “arrochados” nas mesas da esplanada sob o olhar complacente do guia ou professor. Coisas do jetlag, coitados.
Voltámos à rua Nowi Swiat para escolher um restaurante e jantar. Ficámo-nos pelo Specjaly Regionalne, mesas no passeio, empregados(as) simpáticos e pratos que prometiam…a preços portugueses (cerca de 12€ por pessoa). Entretanto, estalou a trovoada…e que trovoada! Relâmpagos e trovões bem por cima de nós, chuva intensa, diluviana, que rapidamente ensopou a rua, mesas, cadeiras, clientes… Uma debandada geral! Felizmente para nós, a mesa era razoavelmente resguardada pelo qua acabámos salpicados mas não ensopados; daí não termos necessidade de nos recolher no interior do restaurante. A trovoada foi como veio e ainda apanhámos uma réstia de sol…
De regresso ao camping, na mudança de autocarro, ainda tivemos tempo para ouvir nitidamente a abertura do concerto da Rhianna no estádio nacional. Acho que o tema foi “Stay”.
Fotos:

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