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Polónia 2017

Março 7, 2017

Viagem Portugal-Polónia/Rep. Checa

29 de julho a 20 de Agosto

Quero iniciar este relato com algumas considerações gerais sobre os países visitados. Dispensam-se os países de passagem como a Espanha, a França e a Alemanha, por serem apenas etapas obrigatórias.

Também não escreverei muito sobre as cidades e os monumentos. A Wikipédia encarrega-se disso.

Sobre a Polónia direi que foi um país que me surpreendeu positivamente, muito positivamente, pois denota uma grande mudança económica ao nível das infraestruturas e da construção, da restauração, do pequeno comércio e do mercado grossista. Por todos os lados estão presentes as marcas e etiquetas europeias e não só, do vestuário ao calçado, da alimentação ao automóvel. Também me pareceu que as iniciativas ao nível do turismo vão ser influenciadas por esta mudança, pelo que se aconselha a ir nos próximos tempos antes que os preços aumentem como aconteceu em Praga, na vizinha Rep. Checa. O povo polaco é ordeiro e cooperante quanto baste. Não são muito efusivos, mas também não são fechados e reservados salvo no interior onde não estão habituados aos turistas. De qualquer modo, atribuo isso ao facto de não falarem muito o inglês, sobretudo os mais velhos; no entanto, os mais novos, mais escolarizados, têm até prazer nisso dando longas explicações a uma simples pergunta.

Em qualquer lugar se nota uma grande preocupação com o asseio: ruas bem varridas, sebes bem aparadas, a frente das casas com as bermas rapadas, relvados cuidados, havendo até um certo brio. Sendo um país de cerveja barata, não vi ninguém bêbado, nem a urinar nas esquinas, antes uma profusão de WCs nas grandes cidades, normalmente pagos, mas de uma higiene irrepreensível pois o que não são automáticos têm um(a) zelador(a).

Sobre o estado das estradas nota-se que houve uma enorme evolução: as principais vias que percorremos, autoestradas, nacionais e regionais, tinham um piso excelente, bem betonado e silencioso, com sinalização suficiente e adequada. Existem inúmeros radares pelo que se aconselha o respeito pelos limites de velocidade. Também não vi comportamentos agressivos ao volante.

O preço do combustível é ligeiramente inferior ao de cá, havendo que prestar atenção às estações de serviço, pois os preços variam bastante: de 3.96 a 4.20 zlotis, isto é, menos de 1 euro e um euro.

Sobre a alimentação direi que é possível fazer uma refeição por 6 euros num restaurante médio; os produtos de supermercado têm um preço mais baixos do que cá, pelo que basta levar géneros para meia dúzia de dias e depois ir a um super.

Sobre a Rep. Checa direi que está uns furos abaixo da Polónia, pelo que tudo o que disse daquela serve em menor qualidade para esta.

Sendo mais justo, há coisas que se equivalem: a restauração (menos na capital, Praga), alimentação, os combustíveis, mas não as estradas e as infraestruturas. Em ambos os países os transportes públicos são mais baratos e muito eficientes com carreiras para todo o lado. Em Varsóvia ou Cracóvia basta pedir o mapa do transporte no P. de Turismo e pronto…

Em ambas os preços dos campings são bem europeus! A média rondas os 22 euros, 1 veículo e 2 pessoas.

As notas das coordenadas GPS vão nos dois sistemas – birra do GPS!!!

Etapa 0: Aveiro-Vilar Formoso, 196 KM

Armazéns Zazá: N 40.62436; O 6.83876

IMG_0880Chamo-lhe etapa 0 por que costumamos fazer este percurso na véspera do primeiro dia propriamente dito. Dormimos em Vilar Formoso na AS dos Armazéns Zazá, 5 €, mas tranquilidade absoluta, despejos e água se necessário, padaria desde as 6h da manhã mesmo ao lado e partida pela fresca, pela Espanha fora, rumo a Bordéus

Etapa 1, 30/07: Vilar Formoso- Bordéus (camping Beau Soleil, Gradignan) 793km

Camping Beau Soleil:  N 44.7556; O 0.62772

Alvorada às seis, padaria, pequeno-almoço de pão quente e saída às sete. No café Turismo já muitos emigrantes matabichavam e repousavam em solo português. Nunca tinha visto nada assim: filas contínuas a espaços, nas duas faixas, de V. Formoso a Irún, com grandes engarrafamentos nas portagens de Burgos, áreas de descanso, parques e estações de serviço com carros estacionados na autoestrada. Incrível, dir-se-ia que fugiam de qualquer coisa. Felizmente fugiam para o descanso de umas merecidas férias! Idem na A63, tráfego intenso e 2 acidentes a provocarem imensos “bouchons”. Viagem sem “estória”, com paragem no SUCO para almoço e uma “paella” generosa. Primeiro reabastecimento em Espanha, depois de Vitória, com gasóleo a 1.024€.

Fronteira francesa com filas de quilómetros no sentido descendente. Controlo visual demorado com polícia e exército bem armados.

Chegada ao camping sob trovoada intensa. A primeira chuvada da viagem! O sinal de “COMPLET” não me desencorajou e da conversa com o proprietário saiu um lugarzito à medida, embora inclinado. A mesma sorte já não teve quem chegou depois, pois o camping é pequeno. Porém, é o ideal para visitar Bordéus sem sobressaltos, pois lá (em Bordéus), o parqueamento é difícil. Tem autocarro a 100m que nos deixa na zona central da cidade. Depois é só fazer o caminho inverso. Um pequeno passeio pela zona para esticar as pernas e reparar que quem não teve lugar no camping ficou por perto, espalhados nos vários parques de estacionamentos da localidade. Uma nota para o futuro.

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