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Polónia 2016 – etapas 8a/9

Março 13, 2017

Etapa 8, 8/08: Cracóvia – 0 km
Parque 24h . N 50.05842; E 19.95487

Hoje fizemos uma incursão pelo bairro judeu de Kazimierz onde se situava o gueto de Cracóvia. Ali visitámos uma sinagoga (das três existentes), o cemitério judaico e percorremos demoradamente o bairro que mantém a sua traça característica. Em seguida fomos ver a fábrica de Schindler ( do filme A lista de Schindler). A fábrica existe e mantém alguns artefactos da fábrica original.

Portão da fábrica de Schindler

No entanto no seu interior é o Museu da Ocupação de Cracóvia durante a II Guerra Mundial (1939-1945). O sofrimento da cidade naquele período é aqui bem evidente e documentado. Tal como Varsóvia, Cracóvia foi também uma cidade mártir. É ver para crer… Ainda que o tempo tenha esbatido a crueza dos factos não apagou a memória coletiva como infelizmente aconteceu em Portugal com a tenebrosa atuação da PIDE.
O museu é imperdível e história pessoal de Schindler também, tal como é contada na sala que lhe é dedicada. Regressámos de táxi até ao Castelo Wavel que, por ser já tarde estava encerrado na parte museológica, mas não no resto, pelo que, demorámo-nos um pouco nas vistas sobre a cidade e o rio Vístula e percorremos novamente o Caminho Real, passando pela casa onde se hospedou João Paulo II, então bispo de Cracóvia. O resto da tarde até à noite decorreu passeando pela cidade, admirando as pessoas, os artistas de rua, o movimento, os pormenores arquitetónicos, a onda turística…

Interior do castelo de Cracóvia


Onde se come mais barato? Nas antigas cantinas sociais hoje convertidas em restaurantes low cost já que a sua função social se esbateu. Uma fica na rua que vai do castelo para o centro e é muito frequentada por gente jovem, turistas e povo em geral. É só procurar…

Etapa 9, 9/08: Cracóvia – minas de sal de Welitza – Sedziszow Malopolski – 157 km
Pernoita: N 50 04’ 06’’ E21 41’ 01’’

Tempo de sair do parque, despedir-nos do guarda de serviço e notar que estava uma AC portuguesa aparcada. Eia!!
Passamos novamente pelo mercado, por uma casa de câmbios e saímos definitivamente para as minas de sal pelas 11h. São apenas 12km pelo que os motores nem aqueceram. Chegada e parqueamento num dos vastos parques (20 zl). Depois…drama! O vidro da porta do meu lado não subia. Um arranhar medonho e mais nada!!
Bom, tivemos que desmontar a porta, chegar ao vidro, puxá-lo para cima e fixá-lo definitivamente no cimo …com o cabo da vassoura. Claro qua até ao fim da viagem não abrirá mais, mas paciência.
E resolvido este “drama” chegou-se a hora de ir ver as minas de sal. Seguimos uma indicação manhosa de “bilheteira”, aos esses, pouco objetiva e só mesmo porque estava muita gente é que descortinamos a entrada “verdadeira” do complexo mineiro. Com um calor que derretia fomos para fila, que já ia em 50m e “tudo a monte”, quando avisaram que “nacionais, para esquerda, estrangeiros para direita. E assim, em grupos de 30 fomos entrando a conta-gotas. Esperámos pelo turno da visita em Inglês e entrámos descendo umas escadarias intermináveis mais ou menos animados…
A entrada custou-nos 84zl por pessoa (21€) mas valeu a pena. A guia foi explicativa, respondeu às questões que lhe colocámos, simpática quanto bastou. Fartamo-nos de andar por túneis e mais túneis!!!

Salão principal da mina de sal


Houve uma pausa no bar, claro, que tudo é negócio, e outra pausa nas lojas, e outra pausa à espera do elevador que nos levaria à superfície, e outra pausa para mais lojas para que ainda não comprou nada e tem mais uma chance e …finalmente a saída! Três horas dura a visita, mas havia demasiada gente e vimos tudo a correr, sempre sob o olhar atento da guia, não fosse alguém perder-se ou alinhar com outro grupo. E sempre a contar-nos…1,2…30!
Saímos pelas 17.50 em direção a Tornow e Rzeszow. O objetivo: visitar as igrejas de madeira da região de Rzeszov. No entanto, quedámo-nos por Sedziszow/Malopolski para pernoitar pois avizinhava-se uma trovoada que prometia ser violenta.
Já noite cerrada, encontrámos um parque aberto atrás de uma igreja e foi mesmo ali que aguentámos a trovoada medonha, com chuva a potes e trovões contínuos. Passou e tivemos uma noite tranquila, mas fresca, com aguaceiros intermitentes. Coordenadas: N50o 04’ 06’’ E21o 41’01’’

Polónia 2016

Março 12, 2017

Etapa 7, 6/08: Varsóvia – Lodz – Santuário de Czestochowa – 260Km
Parque do Santuário: N 50.81227; E 19.09465

Saímos do camping Wok a morrinhar, mudámos e carregámos águas, fizemos umas compras já a chover e foi assim durante a viagem até Lodz. Escolhemos um parque central, vigiado perto da catedral e de uma fábrica de têxteis já desativada e transformada em museu e galeria de exposições. Diga-se que Lodz é a cidade mais arborizada da Europa com mais de uma dezena de parques públicos e todos enormes. Não há beco nem canto ou mesmo espaço que não tenha árvores. É uma cidade plana, com pouco horizonte, pelo que não determinámos exatamente o centro, nem penso que haja. Acrescenta-se que à boa maneira soviética e depois da reconstrução a cidade ficou ordenada em ruas perpendiculares face aos eixos principais o que torna mais extensa. Com 770 000 habitantes é a 3ª cidade da Polónia. Foi uma comédia para explicar ao guarda que só estacionaríamos uma horas: três horas. Nem gestos, nem desenhos, debitava apenas polaco até que me lembrei das palavras mágicas: tri godziny- três horas. Depois apercebi-me que os lugares eram marcados. Outra confusão…e o homem desistiu com um gesto que significava “que se lixe, estacionem em qualquer lado!” E foi para a cabine ver o programa de televisão que lhe tínhamos interrompido.
Porque era já ali, vimos catedral – nada de especial- e fomos ao museu dos têxteis. Imaginem o algodão e a lã vindos das repúblicas soviéticas ou dos países comunistas e que chegava ali em rama. Todo o processo de tratamento até à estampagem dos tecidos era feito ali. Havia máquinas de cardar, fiar, tecer, tinturaria e estampagem, que não vimos, mas tudo era processado ali.
No andar superior havia uma exposição de criadores, artistas têxteis, sobre novas utilizações, técnicas, materiais do mundo dos tecidos. Muito interessantes. Também uma exposição sobre a evolução da moda no último século. Muito completa.
Chegámos a Czestchowa a meio da tarde e procurámos estacionamento. O primeiro não nos agradou apesar de ser uma referência que levava de uma consulta na net e tentámos chegar-nos um pouco mais ao santuário. Entrámos no gigantesco parque do santuário -pagamento à entrada com recibo- e fomos percorrendo as diferentes secções por entre centenas de carros, autocarros e do habitual movimento de entrada/saída. Escolhemos finalmente um terreno plano, relvado, mais sossegado e distante da entrada na companhia afastada de mais três ACs. Quando anoitecesse, ia ser um sossego. E foi…
Entretanto e porque era cedo, fomos visitar um dos santuários mais famosos da Europa e dedicados a Maria, mãe de Jesus. Um santuário mariano, pois. Fátima, Lourdes, Medjugorje, serão grandes, mas este é impressionante! Governado pelos Frades Paulistas, impressiona pelo número de fiéis ou peregrinos de toda, mas toda, a Europa. No entanto, naturalmente, são os polacos que mais a visitam. E vêm de toda a Polónia como tive ocasião de reparar. E fazem-no com um fervor, uma adoração, uma fé que impressiona.
Nessa tarde não conseguimos chegar à capela de N. Srª. Impossível furar, a muralha de fiéis era compacta. Era hora de missa, mas mesmo que não fosse era demasiada gente, o ambiente era excessivamente quente, o ar pesado. Na basílica, a mesma coisa, pois as missas são contínuas: sai um padre entra outro, ora na capela, ora na basílica, pelo que há sempre gente. O horário é, no verão, das 5h às 21h! Voltaríamos pelas 7 da manhã. Aproveitámos para conhecer o perímetro do santuário.
Colado ao estacionamento há um camping e um sem número de casas de apoio aos peregrinos, alguns restaurantes e bistrôs. O camping abarrotava e estava completo. Estávamos bem onde estávamos! Noite tranquila.
Na manhã seguinte, lá estávamos às 7h. Na basílica e na capela havia menos gentes mas, mesmo assim, bastantes fiéis. Circulámos com facilidade, assistimos a uma missa, comprámos recuerdos, tirámos umas fotos, demos uma volta por todo o complexo e fomos ao pequeno almoço e saímos. Entretanto, como era domingo, adivinhava-se uma grande enchente pelo que saímos quanto antes em direção a Cracóvia para uma estada de dois dias.

Etapa 8, 7/08: Santuário de Czestochowa – Cracóvia – 142km
Parque 24h . N 50.05842; E 19.95487

Viagem curta e rápida até Cracóvia, à Rua Grzegórzeka, 20, onde um parque de estacionamento vigiado 24h cobra 40zl ao dia e 10 à noite, pelo que, pelos dois dias, nos cobrou 100zl (24€ e…).
Cracóvia é mais airosa, mais cosmopolita, descontraída, europeia e de que se gosta logo à primeira visita. 850 mil habitantes fazem dela a segunda cidade da Polónia. Tem uma universidade famosa com variadas faculdades, pelo que grande parte da população é jovem e cosmopolita.
Começamos por um mercado de rua, logo ali, e deu para sentir o pulso da cidade. Ainda que os mercados de rua sejam mais populares – os ricos preferem grande centros comerciais e hipermercados- dá para ter uma noção dos preços e apreciar os produtos sazonais e como as pessoas os consomem. O produto mais caro, nas frutas, era as laranjas e os limões: cerca de 4€ o quilo! No resto, preços muito acessíveis (para nós).
Perto do centro fomos “convidados” dar uma volta de “tuktuk” pela cidade por 40€, os quatro, a volta maior. Aceitámos e foi uma surpresa. A cidade é verdadeiramente bonita e vimos o essencial da cidade que percorreríamos a pé, fazendo o mesmo trajeto. Perguntámos por um restaurante e indicou-nos o Chlopskie Jadlo, na rua Swietego Jana (São João) onde nos regalámos com um pouco de tudo da comida polaca, aqui à base de carnes grelhadas. Qualidade/preço muito bons. O restaurante tem como placa na parede uma galinha vermelha e situa-se numa das ruas que desagua na Praça em frente ao Mercado dos Tecidos. Não há que enganar!
Abreviando, esse dia visitámos todo o centro incluindo o Mercado dos Tecidos, que não é mais que um grande mercado de artesanato muito urbano e “batido”, isto é: âmbar e mais âmbar e um bricabraque de coisas que se encontram em todo o lado. Quem quiser pode dar uma voltinha de coche que os há para todos os gostos. Todo o entorno da grande praça é magnífico com destaque para a Igreja de Santa Maria. O interior é lindíssimo. Numa das torres toca de hora a hora um trompete. A música interrompe-se bruscamente para homenagear o tocador que estando de atalaia deu o alerta de ataque dos otomanos quando um atirador lhe atravessou a garganta com uma seta.

Polónia 2016

Março 11, 2017

Etapa 5, 3/08: Poznan – Varsóvia – 310km
Camping Wok: N 52.17798; O 21.14727

Bem cedo, a visitar Poznam!
Céu pouco nublado, fresco da manhã e andar cerca de 400m para apanhar o bus 8 para o centro da cidade. Primeiro, decifrar a máquina de venda de bilhetes. Uma vez decifrada, largou 4 bilhetes a 3 zlotis cada e… avante até ao centro. Interessante o primeiro rinek (centro)com as suas casa coloridas, neoclássicas, barrocas, arte-nova, mas sobretudo muitas cores, painéis pintados, tromp’oeil, decorações florais. À volta do rinek vêem-se edifício mais austeros, uns mais modernos, como museus e galerias de arte ou edifícios oficiais construídos no fim da guerra. Um pouco de tudo na mistura do antigo com o moderno. Mas o que mais surpreende é ver tanta juventude. Poznan tem várias faculdades e uma população universitária numerosa que, apesar de estar em férias, frequenta muitos cursos de verão, sobretudo alunos estrangeiros. À hora do almoço recolhemos a um pequeno takeaway onde experimentámos os famosos pierogi. Eu fique-me por um naco de carne estufado, com puré, excelente, suculento, que, com uma bebida e um supercafé, à turca, custou a módica quantia de 20zl, ou seja, 5 euros! Curioso o facto de os clientes arrumarem a louça e irem buscar um pano húmido e limpar a mesa. Ora, como em Roma sê romano, queríamos arrumar a louça e limpar a mesa, mas a patroa não deixou. Cortesia para turistas!!
Uma breve visita a um mercado de rua para compras ligeiras e vai de partir à descoberta das cabras, animal de bronze espalhado por toda a cidade, símbolo da cidade, que certa lenda imortalizou. Abstenho-me de contar a lenda das cabras de Poznan. Deixo para vocês descobrirem…
Claro que tirámos umas fotos com as chibas, cabras ou bodes, bem simpáticas e a ensaiar umas marradas e dali fomos até à catedral velha, reconstruída depois da guerra e topar com uma das milhentas estátuas de João Paulo II que se veem por todo o país.
De volta ao camping pelo bus 8, pegámos nas viaturas e tomámos o caminho de Varsóvia, pela AE2, onde chegámos ao camping Wok. Repete-se a cena: “Estamos cheios, mas deem uma volta e vejam se encontram lugar”. Havia lugar depois de uns simpáticos jovens holandeses prescindirem do estendal e deslocarem a “Westefalia” e de uma família italiana se arrumar convenientemente. Muito simpáticos todos: aos holandeses dei uma garrafa de vinho verde e aos italianos uma garrafa de tinto que retribuíram com outra, engarrafada por eles! Foi um “troca-tintos”!
Feitas as formalidades do camping e recolhidas as informações de como chegar a Varsóvia, fomos refrescar-nos no bar com uma cerveja bem fria. Durante uns tempos foram chegando outras ACs e, que eu saiba, todas lá ficaram! Houve sempre lugar para mais uma!

Etapa 6, 4/08: Varsóvia –0km

Em casa, hoje é um dia feliz! A nossa filha mais nova faz anos! Vai jantar com amigos que certamente rodearão da atenção que merece.
Nós, de visita a Varsóvia, tomaremos o autocarro 146 (paragem Romantyczna) em direção ao estádio nacional (paragem Ronda Waszyngtona) e ali um transbordo (o 7 ou o 9) que sobe a grande avenida central e, por alturas do Museu Nacional (Muzeum Narodowe), na rotunda da palmeira, como é conhecida, descermos para o grande passeio pedestre pela rua Nowi Swiat que nos levará ao rynek ou seja à cidade velha, o centro histórico. Os primeiros bilhetes tiveram que ser comprados no camping, mas para regressar temos que os comprar numa das máquinas de venda automática.
Iniciámos o percurso passando pela praça dedicada a Copérnico, pela Universidade, pelo Palácio Presidencial e finalmente a Cidade Velha (starego miasta). Ali a multidão cobre por inteiro a praça central. Abundam os cafés, os restaurantes, as esplanadas e uma ou outra loja comercial, sobretudo de venda de âmbar, escapa à restauração. A basílica ou catedral impõe-se aos restantes edifícios.

Deambulámos por ali, fotografando, e passámos pelas portas da barbacã e pelas redondezas. Refira-se que Varsóvia e toda a Polónia é o país das igrejas e o povo polaco extremamente religioso. Natural, pois, a profusão de igrejas dos mais variados santos e santas, ordens e instituições religiosas. Chegava-se a hora do almoço e escolhemos um pequeno restaurante fora da praça e das muralhas e comemos muito bem: uns deliciosos pierogi que nos disseram ser os melhores de Varsóvia. Eu fiquei-me por uma excelente carne assada e meio litro de cerveja porque não há copos mais pequenos ou, se há, são para gente fraca! Mais tarde visitámos a casa onde viveu e cresceu Madame Curie (nome polaco-Marya Sklodowska) uma visita interessante que recorda a grande mulher e investigadora, propulsora da radiologia moderna. Uma volta no comboio turístico deu-nos uma ideia geral da zona central e ribeirinha, passando por locais interessantes e cheios de história. Aconselha-se. Como o dia era dedicado ao centro da cidade andámos por algumas ruas laterais e tentado decifrar tantas placas nas paredes com nomes, datas e flores no chão. São placas que evocam cidadãos polacos fuzilados naquele local pelos alemães (e russos). Ali 10, além 20, 40, 70…uma loucura. Amanhã iremos visitar o centro de interpretação da ocupação da cidade de 1939 a 45, a revolta de Varsóvia e a “libertação” pelos russos. Regresso pelo mesmo percurso e resto da noite no camping.
Uma grande agitação no centro levou-nos a perguntar o que se passava. Nada, afinal era só a cantora Rihanna que chegava determinado hotel e os fãs faziam uma barreira de telemóveis apontados para a porta lateral (do hotel). E a polícia a tomar conta daquilo.

Etapa 6, 5/08: Varsóvia –0km

O programa de hoje inclui o centro de interpretação da ocupação da cidade de 1939 a 45, a revolta de Varsóvia e a “libertação” pelos russos, uma incursão por uma bolas de Berlim especiais, descobrir o que resta do muro do gueto de Varsóvia e o Museu Chopin. Nada nau!
Com os transportes do costume mais umas caminhadas chegamos ao centro de Interpretação já ia a manhã adiantada. Esperava-nos uma fila enorme para compra dos bilhetes. Com paciência conseguimos os bilhetes e entrámos. O Centro com vários pisos (4) é multimédia: ouvem-se sons, vêem-se projeções, tem painéis escritos, muitas fotografias, objetos do quotidiano, armas, testemunhos de sobreviventes, a resistência, as execuções sumárias, o gueto, os bombardeamentos, a sobrevivência, os túneis e esgotos de Varsóvia, a réplica de um avião (metade), enfim, a história cronológica e temática do horror por que passou a cidade e a população. Passam-se ali horas… e no fim sai-se com algum alívio e a pensar na estupidez humana e desumana.
Foi pena estar sobrelotado. É uma visita que pede demora na leitura dos textos, na visualização das imagens, mas com gente a falar alto, a posar para a fotografia, a empurrar…não é possível.
Já cansados, fomos provar uma das delícias locais: uma bolas de Berlim, muito boas mesmo, com recheio de marmelada, doce de ameixa ou simples. Chamam-se pączek, lê-se “pontchek”. E porque a fadiga era muita, fomos de táxi! Fica na rua Górczewska, 15.E tem a particularidade de nem sempre haver as ditas e haver loooooongas filas na 3ª feira de carnaval. Quando há, põem um banco na rua, quando não há, retiram-no. Felizmente tinham o banco na rua. Partimos depois à descoberta do que resta do muro do gueto. Encontrámo-lo no recreio de uma escola, cerca de 15 metros de muro, com uma placa evocativa. Lembrará talvez aos mais novos que a liberdade que têm hoje custou muito caro aos seus avós e familiares.
O dia corria quente e nublado a adivinhar trovoada. Tomámos mais uns autocarros e dirigimo-nos à rua Tamka para visitar o Museu Chopin (Muzeum Fryderyka Chopina). É um palácio oitocentista que alberga uma vasta coleção de memorabilia de Chopin, disposto em três andares. É possível ouvir obras integrais e saber um pouco mais da vida do pianista-compositor. Havia várias referências a Maria João Pires como uma das melhores intérpretes dos “Noturnos” de Chopin. Na altura, visitava o museu um grupo de jovens chineses (pianistas, estudantes de música?) que ia umas salas à nossa frente. A meio da visita deixámos de os ver. Estranhámos quando alguns se deixaram adormecer, de auscultadores, sobre as mesas de audição. Era vê-los a cabecear e deixar-se escorregar lentamente para os braços de Morfeu (divindade grega que personifica o sono). Surpresa foi encontrá-los no piso de baixo, na sala de audições…Todos a dormir, cada um para seu lado! Apenas uma rapariga acordada, que sorria, envergonhada. Saímos e lá fora mais dois, “arrochados” nas mesas da esplanada sob o olhar complacente do guia ou professor. Coisas do jetlag, coitados.
Voltámos à rua Nowi Swiat para escolher um restaurante e jantar. Ficámo-nos pelo Specjaly Regionalne, mesas no passeio, empregados(as) simpáticos e pratos que prometiam…a preços portugueses (cerca de 12€ por pessoa). Entretanto, estalou a trovoada…e que trovoada! Relâmpagos e trovões bem por cima de nós, chuva intensa, diluviana, que rapidamente ensopou a rua, mesas, cadeiras, clientes… Uma debandada geral! Felizmente para nós, a mesa era razoavelmente resguardada pelo qua acabámos salpicados mas não ensopados; daí não termos necessidade de nos recolher no interior do restaurante. A trovoada foi como veio e ainda apanhámos uma réstia de sol…
De regresso ao camping, na mudança de autocarro, ainda tivemos tempo para ouvir nitidamente a abertura do concerto da Rhianna no estádio nacional. Acho que o tema foi “Stay”.
Fotos:

Polónia 2016

Março 8, 2017

Etapa 2, 31/07: Bordéus (camping Beau Soleil, Gradignan) – Troyes (centro) 678km –
Troyes (centro) : N 48.291613; E 4.074748

Etapa de ligação sem história. Saída pelas 8h com trânsito lento nas radiais de Bordéus; depois fluido pelas A10, A19 até Troyes. Chegada e parqueamento no centro da cidade, Av. Pierre Brossolette, Passage de l’Esplanade de Belgique, num vasto espaço. Arrumadinhos contra o muro das traseiras do Comissariat de Police, tivemos uma noite tranquila. Antes, uma visita ao centro histórico de Troyes, uma cidade simpática, com muito património histórico, muitas casas de estilo alsaciano. Jantar de pizza numa esplanada da Rue Champeaux enquanto esperávamos pelos nossos amigos algarvios L.&L., o casal que haveria de nos acompanhar na viagem.
Saudações, conversa em dia, passeio pela cidade e….cama que se faz tarde!

Cidade de Troyes

Cidade de Troyes

Etapa 3, 1/08: Troyes (centro) – Bayreuth (Lohengrim Therme –
(Alemanha) – 750 km – Bayreuth (Lohengrim Therme): N 49.9411; E 11.63437

Mais uma etapa sem história…dia cinzento, camiões aos molhos em fila compacta.
Chegada às AS de Lohengrim Therme ao cair da noite. A área fica situada numa zona termal, com hotel e instalações termais que nos pareceram para uma clientela endinheirada, mas um pouco desviada do centro da localidade. Área cheia com ACs desordenadas (cabiam o dobro). Jantar ligeiro de sopa e petiscos algarvios. Passeio de reconhecimento da AS: 1 euro dá apenas para 50l de água; a eletricidade, 1 euro cada seis horas; o despejo de águas cinzentas é gratuito, mas despejar a cassete custa outro euro. A tampa do despejo da cassete, que destranca automaticamente quando cai a moeda, não funcionava,pelo que, não havia despejo de águas negras para desespero de muita gente. ACs de muitas nacionalidades, sobretudo italianas a caminho de Berlim, dos países nórdicos e  bálticos. Também muitos franceses , alguns holandeses e alemães.

Etapa 4, 2/08: Bayreuth (Lohengrim Therme) (Alemanha) – Poznan – 591km
Camping Malta: N 52.40331: E 16.98454

Partida às 8.30h. Direção: Berlim, onde passaríamos 2 dias. Chuva intensa e contínua. Rolamos com luzes acesas e muita atenção. Tráfego denso, apesar das condições e obras na via. Pequenas demoras… À aproximação de Berlim, com tamanha chuva e mau tempo perguntámo-nos o que iriamos lá fazer naquelas condições. Analisadas as previsões meteorológicas, não havia melhorias nos próximos dias pelo que decidimos saltar Berlim e continuar. Não fazia sentido andar à chuva, molhados. Seria um desprazer. Um aguaceiro ainda vai…mas dois dias de chuva, não! Ainda pensámos em ir para norte, até Gdansk, já na Polónia e descer por Torún, mas as previsões eram igualmente más.
Assim, atravessámos a fronteira em Frankfurt am der Oder em direção a Poznan. Parámos na 1ª estação de serviço da Polónia para reabastecer e fomos de imediato “assaltados” por ciganos romenos ou romas que nos pretendia vender perfumes, depois relógios e depois iPhones. Repito o depois porque eram verdadeiramente chatos, não aceitavam um NÃO firme. Finamente cansaram-se e devem ter regressado à Alemanha porque nunca mais, na Polónia, fomos abordados por romas a tentar vender o que fosse. Sabemos que a Polónia não aceita migrantes nem refugiados. Ao contrário, há milhares de emigrantes polacos na Inglaterra, Alemanha, Holanda e países nórdicos. A prova disso é grande número de carros com matrícula inglesa e dos países que mencionei a circular na Polónia e a casa novas em construção por todo o país. Também eles estão de férias.
Chegámos a Poznan, ao camping-hotel Malta e ainda chovia. Uma vez mais, topámos com um letreiro “NO vacancies – Full”. Insistimos em dar uma volta. A rececionista dizia que sim, o guarda dizia que não. Deixámo-los a discutir fomos dar a volta. O espaço que nos indicaram estava mal arrumado. Com dois “chega p’ra lá”, educados, a uma AC e uma AV  arranjámos lugar para os dois, sem apertos. E pronto, com ar de vitória, fomos comunicar que estávamos estacionados…e pagar. Em seguida, fizémos o reconhecimento do camping e descobrimos que também era hotel e ainda tinha bungalows e espaço para tendas! Enorme e à beira de um lago com dimensões olímpicas (tinha pistas de canoagem marcadas), não fosse a chuva e seria (era) um lugar esplêndido. Entretanto a borrasca parou e abriu-se uma nesga de céu azul. Bom sinal! Ceámos, demos um pequeno passeio e recolhemos, pois, no dia seguinte, queríamos muito ir visitar Poznan e começar o nosso passeio pela Polónia! Entretanto muitas ACs ficaram fora do parque, estreitando de alguma forma a entrada/saída.

Camping Malta

Camping Malta – o outro lado do lago

Polónia 2017

Março 7, 2017

Viagem Portugal-Polónia/Rep. Checa

29 de julho a 20 de Agosto

Quero iniciar este relato com algumas considerações gerais sobre os países visitados. Dispensam-se os países de passagem como a Espanha, a França e a Alemanha, por serem apenas etapas obrigatórias.

Também não escreverei muito sobre as cidades e os monumentos. A Wikipédia encarrega-se disso.

Sobre a Polónia direi que foi um país que me surpreendeu positivamente, muito positivamente, pois denota uma grande mudança económica ao nível das infraestruturas e da construção, da restauração, do pequeno comércio e do mercado grossista. Por todos os lados estão presentes as marcas e etiquetas europeias e não só, do vestuário ao calçado, da alimentação ao automóvel. Também me pareceu que as iniciativas ao nível do turismo vão ser influenciadas por esta mudança, pelo que se aconselha a ir nos próximos tempos antes que os preços aumentem como aconteceu em Praga, na vizinha Rep. Checa. O povo polaco é ordeiro e cooperante quanto baste. Não são muito efusivos, mas também não são fechados e reservados salvo no interior onde não estão habituados aos turistas. De qualquer modo, atribuo isso ao facto de não falarem muito o inglês, sobretudo os mais velhos; no entanto, os mais novos, mais escolarizados, têm até prazer nisso dando longas explicações a uma simples pergunta.

Em qualquer lugar se nota uma grande preocupação com o asseio: ruas bem varridas, sebes bem aparadas, a frente das casas com as bermas rapadas, relvados cuidados, havendo até um certo brio. Sendo um país de cerveja barata, não vi ninguém bêbado, nem a urinar nas esquinas, antes uma profusão de WCs nas grandes cidades, normalmente pagos, mas de uma higiene irrepreensível pois o que não são automáticos têm um(a) zelador(a).

Sobre o estado das estradas nota-se que houve uma enorme evolução: as principais vias que percorremos, autoestradas, nacionais e regionais, tinham um piso excelente, bem betonado e silencioso, com sinalização suficiente e adequada. Existem inúmeros radares pelo que se aconselha o respeito pelos limites de velocidade. Também não vi comportamentos agressivos ao volante.

O preço do combustível é ligeiramente inferior ao de cá, havendo que prestar atenção às estações de serviço, pois os preços variam bastante: de 3.96 a 4.20 zlotis, isto é, menos de 1 euro e um euro.

Sobre a alimentação direi que é possível fazer uma refeição por 6 euros num restaurante médio; os produtos de supermercado têm um preço mais baixos do que cá, pelo que basta levar géneros para meia dúzia de dias e depois ir a um super.

Sobre a Rep. Checa direi que está uns furos abaixo da Polónia, pelo que tudo o que disse daquela serve em menor qualidade para esta.

Sendo mais justo, há coisas que se equivalem: a restauração (menos na capital, Praga), alimentação, os combustíveis, mas não as estradas e as infraestruturas. Em ambos os países os transportes públicos são mais baratos e muito eficientes com carreiras para todo o lado. Em Varsóvia ou Cracóvia basta pedir o mapa do transporte no P. de Turismo e pronto…

Em ambas os preços dos campings são bem europeus! A média rondas os 22 euros, 1 veículo e 2 pessoas.

As notas das coordenadas GPS vão nos dois sistemas – birra do GPS!!!

Etapa 0: Aveiro-Vilar Formoso, 196 KM

Armazéns Zazá: N 40.62436; O 6.83876

IMG_0880Chamo-lhe etapa 0 por que costumamos fazer este percurso na véspera do primeiro dia propriamente dito. Dormimos em Vilar Formoso na AS dos Armazéns Zazá, 5 €, mas tranquilidade absoluta, despejos e água se necessário, padaria desde as 6h da manhã mesmo ao lado e partida pela fresca, pela Espanha fora, rumo a Bordéus

Etapa 1, 30/07: Vilar Formoso- Bordéus (camping Beau Soleil, Gradignan) 793km

Camping Beau Soleil:  N 44.7556; O 0.62772

Alvorada às seis, padaria, pequeno-almoço de pão quente e saída às sete. No café Turismo já muitos emigrantes matabichavam e repousavam em solo português. Nunca tinha visto nada assim: filas contínuas a espaços, nas duas faixas, de V. Formoso a Irún, com grandes engarrafamentos nas portagens de Burgos, áreas de descanso, parques e estações de serviço com carros estacionados na autoestrada. Incrível, dir-se-ia que fugiam de qualquer coisa. Felizmente fugiam para o descanso de umas merecidas férias! Idem na A63, tráfego intenso e 2 acidentes a provocarem imensos “bouchons”. Viagem sem “estória”, com paragem no SUCO para almoço e uma “paella” generosa. Primeiro reabastecimento em Espanha, depois de Vitória, com gasóleo a 1.024€.

Fronteira francesa com filas de quilómetros no sentido descendente. Controlo visual demorado com polícia e exército bem armados.

Chegada ao camping sob trovoada intensa. A primeira chuvada da viagem! O sinal de “COMPLET” não me desencorajou e da conversa com o proprietário saiu um lugarzito à medida, embora inclinado. A mesma sorte já não teve quem chegou depois, pois o camping é pequeno. Porém, é o ideal para visitar Bordéus sem sobressaltos, pois lá (em Bordéus), o parqueamento é difícil. Tem autocarro a 100m que nos deixa na zona central da cidade. Depois é só fazer o caminho inverso. Um pequeno passeio pela zona para esticar as pernas e reparar que quem não teve lugar no camping ficou por perto, espalhados nos vários parques de estacionamentos da localidade. Uma nota para o futuro.

Azrou e Ifrane, a Suiça marroquina

Maio 25, 2014

Azrou e Ifrane, a Suiça marroquina, O km

 

Direi agora que estamos alojados no camping “Eurocamping” um complexo amplo que tem duas plataformas extensas para autocaravanas. As instalações são limpas e funcionais, o pessoal simpático e prestável. Tranquilo e muitos seguro (guarda 24h).

Disse-se que era propriedade de um magnata com negócios no Dubai. Na verdade, há ali um grande investimento.Imagem

Combinado desde a véspera, o encarregado do parque ofereceu-se para nos levar, em duas viagens, à mata dos cedros. Não sabíamos nós que a viatura era pequena pelo que, enlatados, fomos conduzidos com a habitual simpatia à dita mata.

No ponto de partida das “excursões” à mata há alguma confusão: cavalos ajaezados à marroquina, muito coloridos, são “oferecidos” aos visitantes para uma viagem descansada. Naquele dia, eram mais os cavalos que os pretendentes pelo que os “jokeys” divertiam-se a fazer alguns piques com as montadas.Imagem

Contratado um guia por 100 dirhams (tinha pedido 500!!) partimos à descoberta da mata dos cedros, ao lago (que não tinha água) e aos macacos. Valeu a caminhada cerca de 2 horas, entre árvores, um ar fresco e puro e uma primavera a despontar. Claro que pesaram os pés, as barrigas e os traseiros, mas conseguimos chegar ao cimo da colina para ver as vistas, à custa de muitos incentivos às senhoras e cavalheiros. A idade não perdoa e a falta de treino também!!

Os macacos fizeram as habituais macaquices: correram à nossa volta, pedincharam comida, beberam água pela garrafa tal qual um humano e portaram-se bem. Ao nosso transportador ( o encarregado do parque, pagámos apenas a gasolina!! Generosa gente!!

Regressámos e fomos almoçar à cidade, num restaurante ao lado do mercado de frescos bastante concorrido e fumarento e onde se via claramente que quem mandava eram as mulheres. Comida abundante e a preço muito razoável. ImagemEnquanto esperávamos pelos táxis que nos levariam a Ifrane, fizeram-se algumas compras no mercado: frutas e legumes. Alguns preços: ervilha a 40cêntimos, laranja idem, meloa a 70 e oferta de um ramo de coentros.

Novamente enlatados nos táxis visitámos um centro de ski e Ifrane, uma cidade limpa, muito ajardinada, com cafés e restaurantes sofisticados e visitantes nórdicos: havia alemães, dinamarqueses e noruegueses, tudo na terceira idade endinheirada.

Por ali andámos até nos apetecer…e regressámos enlatados, em boa camaradagem e disposição. Começávamos a habituar-nos a estes apertos!Imagem

À noite houve concurso culinário de ervilhas estufadas. Ganhámos todos porque as ervilhas estavam muito boas…e os vinhos também.

Antes de terminar, uma pequena história. Tinha-me esquecido da máquina fotográfica no táxi! Contei o sucedido ao encarregado do parque e este, com um telefonema localizou o taxista. Levou-me no seu carro à “praça de táxis” e foi-me entregue a máquina. Como o taxista não tinha o número de telefone do encarregado, esperou ser contactado, guardando a máquina. Boa gente!

Chefchaouen -> Azrou , 275 Km

Maio 22, 2014

Chefchaouen -> Azrou , 275 Km

 

Desta vez não saímos muito cedo: 10h

Já fora do camping Azilan, olhando para a cova onde se aloja a cidade, depara-se-nos um espetáculo inédito: durante a noite formou-se uma névoa baixa sobre a cidade, que, agora pela manhã, parece um imenso lago e o pico das colinas pequenas ilhas. Fascinante.Imagem

Novamente montados, mergulhamos no nevoeiro e iniciamos a etapa para Azrou.

A viagem decorre sem história entre campos cultivados, muitas árvores de fruto, cerejeiras em flor e, aqui e ali, alguns postos de venda de combustível, de barros diversos e artesanatos locais. Numa breve paragem à beiras desses postos de venda, as senhoras, em maré de compras, regateiam uns lenços de cabeça, umas sobressaias  e eu, porque não, uma tagine de barro por 2,5 euros. Uma curiosidade: onde há uma torneira pública de água há também, invariavelmente, uma caneca de barro ou alumínio presa por um fio. O “utente” chega, enxagua a caneca, bebe, enxagua a caneca e tudo fica pronto para o próximo…Imagem

A estrada corre pela N13. Vão desfilando campos, aldeias, rebanhos. Num ponto do qual que não recordo o nome parámos num miradouro sobre um extenso vale e admirámos uma paisagem grandiosa, verde, algo enevoada, com pouco relevo mas a perder de vista. Mais uma vez, Marrocos surpreende-me. No lugar, um rapaz novo vende cogumelos. São frescos, cheirosos, mas de uma espécie desconhecida para mim. Assim, entre o receoso e o curioso, ganhou o receoso e não comprei. Não conheço o nome em português. Em francês é “morille” (morchella esculenta). Crus, são tóxicos; depois de cozidos são comestíveis e dizem que muito bons. Eram baratos…e a viagem continua.Imagem

Ao lado de Moulay Idriss (moulay quer dizer santo) ficava o sítio arqueológico romano de Volubilis. Era um pequeno desvio…passámos ao largo…foi pena.Imagem

Por alturas de Meknés cruzámo-nos com a volta a Marrocos em bicicleta e toda a confusão de trânsito que isso provoca: ruas cortadas, polícia, um frenesim desajustado. Consta que participava também uma equipa portuguesa. Mais uma vez e não parámos em Meknés Ao que consta, teria valido a pena. “Fica para a próxima”; não é assim que se diz?

Depois de Meknés e por largos quilómetros a estrada atravessava extensos vinhedos bem tratados! Pois é, Marrocos também produz vinho e, pelo que dizem, de fraca qualidade e exagerado preço. Há até publicidade a quintas/adegas locais com visita guiada e degustação!

Finalmente Azrou e o fim da viagem. Antes de ir para o camping ainda parámos no mercado berbere de Azrou, uma feira da ladra de produtos usados ou em 2ª/3ª mão, desde roupa, calçado, eletrónica e peças auto, sem nada de interesse para nós. Valeu pelo exotismo, pela variedade de gente, pelo molho de menta a 2 dirhams. Cansados, ainda tivemos tempo para um rápido jantar coletivo, uma cavaqueira, um chá de menta bem forte e toca a dormir. Amanhã ficamos por Azrou.