Sem botillo mas com bisteca
Jornada 6, 11 de Agosto : Sem botillo mas com bisteca.
Acordar e pequeno-almoço. Pneus à estrada até Cacabelos, em pleno caminho compostelano. Peregrinos na estrada, vinhas a perder de vista e adegas a chamar ao néctar de Baco. Estamos no coração do Bierzo. Estacionámos à entrada da vila/cidade e fizemos a pé o percurso para o centro. Compras em supermercado, pêssegos e outra fruta de grande qualidade e preços em conta. Nada monumental, a cidade alinha-se ao longo da rua principal e vive de serviços e das vinhas. Para a carne, escolhemos uma carniceria numa viela estreita. Serviço familiar e simpático com carnes de “finca”. Bem servidos, perguntámos pelo botillo (em transmontano butelo), o prato regional do Bierzo. Consiste o dito botillo num enchido com as aparas da desmancha do porco e que inclui a língua, orelha, chouriço, costelinha, ossinhos da suã, vários condimentos…e tudo introduzido no bucho (o cego) ou da bexiga do porco, atado, cozido e posto no fumeiro. É uma comida de inverno daí que, embora havendo-o na carniceria onde nos abastecemos, industrial, foi-nos dito que esperássemos pelo inverno, pois tinham-no de fabrico próprio, artesanal. Pois…lá se foi o botillo, mas não a vontade de o trincar. Do Bierzo não, mas butelo transmontano talvez, com batata e casulas a acompanhar.
Gastronomia resolvida com a compra de umas garrafas de vinho da região, tinto Mencia, das adegas da região, pusemo-nos a caminho do lago de Carucedo, na vizinhança das Médulas, lugar já conhecido e referenciado como bom spot recreativo para umas banhocas vespertinas. Assim foi, banho atrás de banho, que a tarde estava quente.
Regresso ao camping para umas bistecas de ternera suculentas. Noite calma, precedida de um serão no bar do camping a bebericar uns orujos digestivos.